domingo, 23 de outubro de 2011

Um Sacerdote próximo às nossas aflições


Hebreus 4.14-16

INTRODUÇÃO: O livro de Hebreus é a única carta do novo testamento onde se há algumas dúvidas quanto a sua autoria. Alguns vão mais longe e defendem a autoria paulina, outros pensam ter sido Apolo, um discípulo influente do começo da igreja, mas a grande maioria prefere manter o autor no anonimato, posição mais prudente dada às dificuldades existentes.
O livro de Hebreus foi escrito originalmente para cristãos de origem hebraica, que enfrentavam problemas doutrinários relacionados a uma perspectiva judaica que fazia o evangelho inferior à Antiga Aliança. Os que defendiam esta doutrina eram conhecidos como judaizantes e buscavam adequar o cristianismo a Lei judaica.
No texto em foco, estaremos tratando de algo relativo à função sacerdotal do nosso Senhor e Seu relacionamento conosco e com nossas necessidades. Para que possamos entender melhor este ponto observemos o seguinte título: “Um Sacerdote próximo às nossas aflições”.
Tal prerrogativa nos faz ter a certeza de que jamais estaremos sozinhos em nossas dificuldades. Esse texto é imensamente consolador, ele nos fornece base para recorrermos a Cristo, para que isso seja feito a contento, observemos as maneiras apropriadas para isso:

I- Ele está próximo porque é Filho de Deus e penetrou além do véu (v.14).
Olhemos mais de perto as características deste Sacerdote:
a)    O Sacerdote é Filho de Deus – Na antiga aliança os sacerdotes deveriam pertencer a família de Levi, logo ele era semelhante as seus irmãos e sujeito aos mesmos defeitos de todos. Este nosso Sacerdote, no entanto é o próprio Filho de Deus, a segunda pessoa da Trindade, todo poderoso, o próprio Deus.
b)   O Sacerdote é grande e realizou grande obra – Por ser o Filho de Deus este Sacerdote é grande em poder, bem como a obra realizada dele também é grande, ao penetrar aos céus, Ele entra no Santíssimo lugar, lugar onde Deus está e faz intercessão por todos nós.
c)    O sacerdote nos conduz a firmeza – Tudo isso teremos acesso se estivermos firmes em nosso chamado, nossa consciência e nossa fidelidade doutrinária. Apesar de muitos defenderem uma postura menos rígida quanto a isso o fato é que nossa firmeza depende de nossa confissão, sóbria e dedicada ao Senhor para que possamos ser ouvidos por Deus.
II- Ele está próximo porque se compadece de nossas fraquezas (v.15).
a)    O nosso Sacerdote e as fraquezas – Ele não é um clérigo em um trono de marfim, Ele se compadece e sofre juntamente conosco. Isso Ele fez em sua encarnação, mas ainda hoje se mostra interessado em nossas dores e frustrações.
b)   O nosso Sacerdote e nossa humanidade – Ele não está distante de nossos dilemas e temores, nem tão pouco com nossa humanidade caída. Quando em Seu ministério terreno, como segundo Adão, Ele também sentiu as tentações que nos acometem, Ele sabe a força disso tudo e compreende bem, mas evidentemente sem pecado.

III- Ele está próximo e nos faz achegar ao trono da graça (v.16).
a)    A confiança em nos aproximarmos – Esta vem em Ele nos conceder esta certeza, não é algo que está em nós mesmos, pelo contrário, esta confiança vem dele próprio, que nos faz estarmos próximo dele, junto ao Seu próprio trono e este é o trono de graça, ou seja, que nos faz estar ali sem merecimento e recebermos também sem nenhum favor próprio.
b)   O trono e o favor divino – Lá, em apenas estarmos lá, encontramos misericórdia gratuita. Lá também achamos graça e esta em ocasião que o próprio Deus designa. Ele virá em bom tempo, de uma maneira que nos socorrerá, fazendo totalmente assistidos.

Conclusão: Queridos irmãos, a razão pela qual muitas vezes estamos perdidos frente às dificuldades é porque não estamos recorrendo a este Sacerdote. Isso nos dificulta a entrada além do véu, bem como, o não conhecimento desse trono de graça. A partir disso que falamos hoje não tenha outra saída a não ser recorrer a Ele confiando os seus problemas. Temos um Sacerdote compassivo e piedoso com acesso irrestrito. Deus nos faça sempre encontrar o Sacerdote e o Seu trono de graça para solucionarmos nossas aflições.



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